18 dezembro 2011

Pontos de Vista 02

...
Ténue é o cais 
no Inverno frio. 
Ténue é o voo 
do pássaro cinzento. 
Ténue é o sono 
que adormece o navio. 
No vago cais 
do balouço da bruma 
ténue é a estrela 
que um peixe morde. 
Ténue é o porto 
nos olhos do casario. 
Mas o que em fora nos dilui 
faz-nos exactos por dentro. 

Fernando Namora, in "Cais"


"Um Pouco de Azul", Lisboa, 2010

"Vida Dura", Lisboa, 2011

"Vidas Paralelas", Lisboa, 2010

"Friends for Life", Lisboa, 2010



1 comentário:

michèle sato disse...

maravilhoso blog, arte, você.
parabéns!

um beijo brasileiro